
O juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou a saída de Lumar Costa da Silva, de 34 anos, do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em Sorriso. A decisão prevê sua transferência para Campinápolis, no interior de São Paulo, onde ele deverá continuar o tratamento sob os cuidados do pai.
Lumar ficou conhecido nacionalmente após o homicídio brutal cometido em 2019, quando matou a própria tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, e arrancou o coração da vítima. Após ser detido, ele passou por unidades prisionais e foi internado para tratamento psiquiátrico.
Em 2023, uma avaliação do Hospital Adauto Botelho, na capital mato-grossense, indicou que ele não precisava mais de internação permanente, podendo ser acompanhado por serviços ambulatoriais. Desde então, Lumar seguia sob supervisão do CAPS em Sorriso.
A defesa argumentou que o acusado sempre apresentou transtornos mentais e que sua internação teve finalidade terapêutica, e não punitiva. Segundo o advogado Dener Felizardo, a mudança para Campinápolis possibilitará a continuidade do tratamento com suporte familiar, tendo o pai como responsável legal.
Na sentença, o juiz destacou que não há indícios de cessação da periculosidade, mas que o acompanhamento intensivo ambulatorial, realizado por equipe multiprofissional com envio de relatórios regulares ao Judiciário, é suficiente neste momento. A medida prevê ainda uma nova reavaliação médica dentro de 12 meses.