O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigações para acompanhar a destinação de R$ 8,8 milhões enviados por meio das chamadas “emendas Pix” a cinco municípios de Mato Grosso. Os procedimentos, publicados nesta sexta-feira (22), foram instaurados pelo procurador da República Renan Alexandre Corrêa de Lima.
O mecanismo de transferência direta preocupa o MPF por reduzir os mecanismos de fiscalização sobre a aplicação do dinheiro, o que pode favorecer desvios e dificultar a transparência. Segundo o procurador, a abertura das apurações busca garantir que os valores cheguem efetivamente ao destino declarado e sejam usados de forma regular.
Entre as cidades investigadas, Araputanga aparece no topo da lista, com R$ 3,3 milhões recebidos em duas emendas de transferência especial no ano de 2024. Em seguida está Cuiabá, que obteve R$ 3,17 milhões em dois repasses realizados no ano passado. Nova Monte Verde recebeu R$ 1,5 milhão, enquanto São Félix do Araguaia foi contemplada com R$ 550 mil. Poconé aparece por último, com R$ 300 mil.
Somados, os valores chegam a R$ 8.827.276. Os recursos, entretanto, ainda não têm origem identificada, já que não foram localizados os parlamentares responsáveis pelas indicações na base de dados do Governo Federal.
As portarias assinadas por Renan Corrêa ressaltam que o objetivo do MPF é “apurar o recebimento de emendas parlamentares via transferências especiais (emendas Pix), visando garantir a transparência na aplicação desses recursos”.
A instituição foi questionada sobre os detalhes das investigações, mas ainda não informou quais parlamentares estão ligados aos repasses em Mato Grosso.